quarta-feira, 30 de junho de 2010


Ficar triste é um sentimento tão legitimo quanto a alegria. Reclamar do tédio é fácil, difícil é levantar da cadeira pra fazer alguma coisa que nunca foi feita. Queria não me sentir tão responsável pelo que acontece em meu redor. Felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas. Pessoas com vidas interessantes, interessam-se por gente que é o oposto delas. Emoção nenhuma é banal se for autêntica. Dar certo não está relacionado ao ponto de chegada, mas ao durante. O prazer está na invenção da própria alegria, porque é do erro que surgem novas soluções, os desacertos nos movimentam, nos humanizam, nos aproximam dos outros. Enquanto o sujeito nota 10, nem consegue olhar pro lado, sobe pena de ver seu mundo cair. O mundo já caiu baby, só nos resta dançar sobre os destroços. Nosso maior inimigo é a falta de humor.

terça-feira, 15 de junho de 2010


Eu quero que você me veja não como uma pessoa qualquer, mas como a única pessoa capaz de te fazer sorrir, como a única que possa te fazer rir sem motivo, como a única que sempre estará do seu lado, como a única que nunca vai te abandonar, como a única que sempre vai te amar. Eu quero que você sinta que nada faz sentido sem mim, quero que você me veja em outras pessoas, quero que você pense em mim antes de dormir, quero que você lembre de mim o dia inteiro. Quero que, quando ouvir uma música, lembre-se de mim. Quero que você sonhe comigo, que nos imagine juntos. Quero que você lembre das nossas conversas, que pense no que deveria ter dito, no que deveria ter feito. Eu preciso que você fique comigo, preciso de você, preciso que você precise de mim. Preciso que você prometa que sempre vai me amar e que nunca largará minha mão.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Toda vez que eu penso como poderia ter sido, me sinto arrependida de ter dito o que eu disse, me sinto culpada por ter feito o que eu fiz. Só queria saber como seria seus lábios encostando no meu, sua boca beijando a minha, suas mãos encostamos nas minhas. Mas o tempo passa, as pessoas mudam e o arrependimento de não feito as coisas do jeito certo continua. Por isso tenho medo de falar de amor, pois eu posso não corresponder.

domingo, 13 de junho de 2010

Quero escrever o que não consigo dizer. Querendo me abrir, como um livro em branco e a cada palavra uma emoção. Um significado, um pedaço de ficção tornado real. Me sinto perdendo as forças, como um sobrevivente num barco no meio de uma tempestade, onde sabe que só um milagre para fazê-lo sobreviver. Porque sou assim? Porque não consigo me controlar, tento sempre algo com medo das pessoas não gostem mim. Não quis sofrer mais, por isso decidi me afastar de toda a gente. Agora em vez de um coração tenho uma pedra. Difícil será pedir ajuda, mas porque fujo de tudo e de todos. Não enfrento os meus medos. Sempre a fugir, mas os problemas não desaparecem, apenas adormecem num sono leve. Continuamente dormindo, até um dia que acorda. Mais furioso, que um bebê com sono. Será que um dia vou acordar para a vida? Será que algum dia, vou deixar de fugir? De não precisar de me esconder por detrás duma máscara. Algum dia terei paz, comigo mesmo. O que procuro? Do que me escondo? Do sofrimento?! Mas senão sofrer não viverei, ficará sempre a angústia de poder ter feito algo mais, ser capaz de ter feito outra coisa para me mudar a mim. Então o que me falta? Não sei, não me conheço, e muito menos sei quem fui, sou ou serei. Sou uma sentimentalista barata, daqueles livros que se compram, mesmo não sabendo o fim são todos iguais e terminaram de certeza da mesma maneira. Só muda o conteúdo, a forma do conteúdo é sempre mesma. Devo ser mesmo uma criancinha, não amadureci o suficiente. Não cresci em termos mentais. Se cair bem não vivo, sobrevivo. Vou sobrevivendo, não questionando, não esticando a corda. Se cair bem me limito a seguir as pisadas dos outros. Em vez de ter uma personalidade própria. Se cair bem também por ter mentido, muito a mim próprio agora já não sei quem sou. Me perdi no caminho, e agora não sei o caminho de volta. Um circulo vicioso, onde já não se sabe onde começou e onde acaba. Ainda terei tempo de caminhar e não me perder de vez? Alguém saberá me dar essa resposta e tantas outras que eu não sei? Talvez não tenha procurado bem, ou não tenho procurado nos sítios certos. O lamentar não me ajuda em nada, só faz com que tenha pena do que estou a ser neste momento. O frio passou, o frio que tinha quando comecei a escrever, mas o gelo dentro de mim, a angústia, a tristeza, o sofrimento continua. Não há alegria nos meus olhos, como num dia cinzento onde só chove. Em que a minha cara são as gotas, que caíram nesse dia de temporal. Onde o sol se escondeu, se tornou cinzento, carregado. Não há cores vivas, mas sim cores mortas. Algum dia terei gostado de alguém realmente? Sim, apesar de tudo não sou assim tão fria. Da minha família, dos meus verdadeiros amigos, desses eu gostei. Então quando deixei de gostar? Quando deixei de ter interesse na vida? Quando passei a sobreviver, como um náufrago onde só ver mar e mar e mais mar. Mas acredito que sobreviverei, mas já não tenho a certeza de nada.
Pode ser que um dia deixemos de nos falar. Mas enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo. Pode ser que um dia o tempo passe, mas, se a amizade permanecer, nunca nos esqueceremos. Pode ser que um dia nos afastemos, mas se for amigas de verdade, a amizade nos reaproximará. Pode ser que um dia não mais existamos, mas se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo, uma para a outra. Pode ser também qe um dia tudo se acabe, mas com a amizade construiremos tudo de novo, nér? *-* Fazendo ser único e inesquecível cada momento que viveremos juntas para nos lembrar para sempre.

Dedicado para my best: Nat Padovani *-*

sábado, 12 de junho de 2010

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências... A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação dos meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto de vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
Hoje senti sentimentos bonitos mas muito controversos. Alegria e raiva, amor e desilusão. Para variar fiz-me de forte pra não magoar meu coração. Por mais que faça, sinto sempre ser apenas mais uma, que vai quando quiseres, que fica se quiseres, que não sou diferente das outras, que não tenho valor.. Quem me dera ser valoriada, sentir que você quer que seja eu a mulher da tua vida, a mãe dos teus filhos e não apenas "A" do momento! Te perdo-o, ignoro, esqueço e passo a frente. mas ate quando? Até quando consigo esconder a dor que sinto? Só queria que você trocasse de lugar comigo um dia, um unico dia, pra saber como me sinto. Pra saber que a cada momento, a única coisa que eu consigo pensar é você!

Quando vi você entrando por aquela porta, soube que era você o amor da minha vida. Nervosa por te encontrar, resolvi me afastar um pouco. No meio da multidão, me perdi. Me afastei demais de você. Depois de várias tentativas de me libertar daquele vazio, desisti. Foi quando vi você vindo em minha direção e me estendendo a mão e dizendo suavemente: "Nunca mais me deixe". O nervoso por estar ao seu lado só aumentava a cada palavra que saia da sua boca. Me levantei fui caminhar contigo. Ao chegar em um lugar sereno e bastante estrelado, você parou, olhou profundamente em meu olhos e a cada vez que você chegava mais perto de mim, me sentia envolvida nesse amor, completamente apaixonada. Ao ver sua boca a pouquíssimos da minha, botei minha mão em sua nuca pensando em como você era meu naquele momento. Senti um frio na barriga e nossas bocas se encostaram. Ao ouvir meu despertador tocar, me decepcionei por aquilo ser apenas ilusão. Rapidamente fechei meus olhos novamente para ver se conseguia te ver mais uma vez, mais você havia sumido.